Nos últimos tempos muito se tinha criticado e discutido sobre a emissão de u novo reality show na holanda.Ontem foi a sua estreia para o ar, para espanto de todo o mundo, era tudo a fingir…e serviu para chamar a atenção do público para as listas de espera para transplantes e doação de orgãos…OBJECTIVO CUMPRIDO.

O polémico “reality show” que, na última semana, recolheu fortes críticas na Holanda e um pouco por toda a Europa, afinal era um embuste. A Endemol , produtora de “O Grande Dador” (criadora do não menos polémico “Big Brother”), reconheceu ontem que tudo não passou de uma manobra para chamar à atenção do público holandês sobre as listas de espera para transplantes e a doação de órgãos.
No programa, Lisa, uma mulher com uma doença terminal teria de decidir qual dos três concorrentes deveria doar um rim. Mas, na realidade, a doente não passava de uma actriz e os três pacientes concorrentes – doentes renais -afinal não necessitavam do transplante.Esta sexta-feira à noite, em directo, o apresentador do concurso, Patrick Lodiers, revelou o embuste criado para «chamar a atenção sobre as vidas e os seus problemas».A realização do concurso televisivo gerou não só críticas por se tratar de um programa que lidava com a questão da vida e morte, mas teve o mérito de relançar o debate a nível internacional sobre as listas de espera de transplante e a escassez de órgãos. Ontem, na noite de estreia do “reality show”, centenas de jornalistas e equipas de televisão em todo o mundo centraram atenções no controverso primeiro programa de “O Grande Dador”.Coincidência, ou não, a emissão do concurso coincidiu com o quinto aniversário da morte do fundador do canal privado BNN , Bart de Graaff, que faleceu após ter esperado sete anos por um transplante.
Na Europa existem mais de 40 mil doentes em listas de espera para receberem um transplante e Portugal não é excepção, não tanto pela escassez de dadores, mas pela falta de recursos para a colheita de orgãos, adianta este sábado o Diário de Notícias. Apesar de, no ano passado a colheita de orgãos ter corrido melhor que 2005, fica aquém das necessidades de milhares de milhares de portugueses à espera de um órgão, sustenta o jornal.
Fonte:BNN
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